• 30 Jul 2010 /  Principal

    Esta semana tive uma conversa com uma colega. Falávamos sobre oportunidades de workshops e trabalhos em grupo na Escola de Biossíntese. E surgiu a idéia de um workshop em outubro – data a confirmar – sobre O fio de ouro da vida. Melhor que ficar explicando, vou reproduzir o nosso bate-papo:

    - Tem um trabalho que eu faço, O fio de ouro da vida.

    - Sim?

    - É um resgate e uma valorização daquilo que sempre nos salvou e sempre nos guiou para fora das situações de risco, dificuldades…


    - Isso me faz lembrar algo que sempre me ajudou.

    - O quê?

    - Eu sempre acreditei na felicidade. Sempre achei que podia ser feliz. Quando estava triste ou quando algo ia mal na vida, eu procurava corrigir: isso destoa da felicidade. O normal do ser humano é ser feliz.

    - Que interessante… Mas você deve ter tido uma infância boa, um bom parto…

    - Que nada. Nasci de fórceps, a única diferença é que o meu avô era psiquiatra e mandou o obstetra colocar o ferro sob os meus braços, e não na cabeça. A infância? Acho que os piores momentos foram lá.

    - Curioso… Isso confirma uma intuição que eu tenho, de que além do que é construído nessa vida, há algo mais. Algo que já vem com a pessoa. É uma herança.

    - Pois é. No meu caso, acho que essa crença na felicidade é o meu fio de ouro da vida.

    - Sim, com certeza é.

    Aguarde, em Outubro, O fio de ouro da vida. Você já está convidado.

  • 31 May 2010 /  Principal

    Viajar

    Vou passar 21 dias longe de casa e da família. Isso sempre dá um frio na barriga. Mas procuro pensar nas situações que me aguardam e que me fazem feliz.

    O fato de que vou viajar acompanhada de uma assistente me dá segurança e me deixa feliz.

    Quem vai me apanhar no aeroporto é um grande amigo meu e do Milton. Ele sempre vai nos buscar quando chegamos a Portugal. Já virou um ritual. Mesmo que o avião aterrisse às seis da manhã, ele está lá. Além disso, ele sempre nos leva para jantar em algum lugar especial, diferente. Já está marcado um jantar no dia da minha chegada, à noite.

    Meu roteiro é Lisboa – Bilbao – Victoria (no País Basco) – Bilbao – Lisboa – Rio. Em Victoria, a parte antiga da cidade é lindíssima. Costumo ficar em um hotel onde funcionava, na época medieval, uma alfaiataria. As paredes de pedra têm quase meio metro de espessura. Nesse lugar, há cheiros especiais, luzes especiais.

    É claro que junto com a diversão, o carinho e o cuidado virá mais trabalho. Darei um seminário para terapeutas formados pelo Centro Português de Biossíntese. Coordenarei o ritual de término de um grupo. Farei a supervisão de terapeutas. Mas também vou jantar com o primeiro grupo para o qual dei formação, em 1992. Mantenho contato com as pessoas e vamos nos encontrar.

    Tudo isso me faz feliz. Até a volta!

    Esther

  • 05 May 2010 /  Principal

    Você já fez a sua Agenda do Ócio hoje? Isso nada mais é que uma lista de atitudes prazeirosas para incluir no seu cotidiano. Por exemplo: tomar um sorvete, andar na praia, assistir a um programa de TV de que gosta muito, telefonar para um amigo, mexer no canteiro das suas plantinhas, colocar fotos bonitas e importantes para você nos porta-retratos e espalhá-las pela casa, ver o seu cão se espreguiçando ao sol, ver um bem-te-vi que aparece na sua varanda. Isso não demanda muito esforço, mas pode te relaxar e te fazer sentir bem.

    Isso é importante porque pode contribuir para a sua saúde e prevenir doenças.
    Esther

  • 15 Apr 2010 /  Principal

    Jerusalém

    É sempre surpreendente quando atravesso as muralhas da velha cidade e entro pela porta Jaffa.
    Me perco pelas suas estreitas ruelas cobertas, cheia de cheiros, barulhos de gentes, lojinhas, mercados, bares e restaurantes de todos os tipos. E atravesso sem as fronteiras os seus quatro bairros: o cristão, muçulmano, judeu e armênio. Só vejo que estou num ou noutro pela língua, rezas, comidas e roupas; os falafel, schwarma, os terços, as oliveiras de prata, sedas e a cerâmica armênia.
    Me perco e me acho. Grupos de pessoas de todo mundo que seguem pela Via Dolorosa chegam ao Santo Sepulcro que os recebe em mistério. Não há palavras. Só admiração e a sensação do sagrado. Seguindo por uma teia de ruelas chego ao Muro das Lamentações, uma parede imensa de pedras que sobreviveu ao segundo templo na época de Herodes. Sentir aquelas pedras são orações que se faz à história e a religião. O sagrado e a profundidade me tocam. E, ali ao lado, subindo uma rampa bem policiada pelo exército israeli, chego a Al Aksa, o terceiro lugar mais sagrado do mundo Islam, depois de Meca e Medina. Um pouco mais adiante, estou num imenso pátio que está encima do estábulo do palácio do rei Salomão.

    Entro num belíssimo jardim perfumado cheio de paz e estou frente a uma dos mais belas obras da arquitetura armênia no século XV, a Mesquita de Omar onde eu e Esther ficamos amigos de Maged, o árabe que trabalha na Al Aksa. Sempre quando vamos a Jerusalém conversamos com ele enquanto passeamos no jardim e no pátio das mesquitas. Ele do Islam, Esther do Judaismo e eu do Cristianismo. O outro amigo é Bilal, palestino, que nos vende belíssimas sedas de Damasco, e não é caro. Sua loja, está quase ao lado do Santo Sepulcro e possui um chão de vidro onde se vê embaixo, as ruínas de uma igreja medieval.

    O que foi acontecendo é que sempre que vamos a Jerusalém, me vejo ansioso para encontrar Maged na Mesquita e Bilal no monte Gólgota. Faz parte do nosso ritual. É tão importante encontrar com eles, tomar café com hell e conversar boas horas quanto ir aos lugares sagrados. Sinto que os lugares sagrados vão ficando mais vivos, alegres e surpreendentes. E o sagrado vai se revelando na nossa relação com os dois amigos naqueles lugares. Na volta, pela porta Jaffa,venho em paz.

    Milton

  • 31 Mar 2010 /  Principal

    Carpas para gefilte fish

    Pessach, a Páscoa judaica, é comemorada na segunda feira, dia 29 de março. Essa data me lembra minha recente visita ao Museu Guggenheim em Bilbao, Espanha, contruído pelo arquiteto canadense de origem judaica Frank Gehry.
    Ao ver aquela incrível construção que parece um imenso navio prateado, coberto de escamas de peixe, lembrei-me das carpas que nadavam livremente na banheira da minha tia antes dela preparar o gefilte fish (peixe recheado à moda judaico-polonesa). Uma semana antes da Páscoa para garantir que teríamos o peixe bem fresquinho no nosso jantar festivo, minha tia comprava as carpas e as mantinha vivas na banheira de sua casa até o momento de prepará-las. Para mim que tinha 4 ou 5 anos de idade esta experiência era sempre instigante
    Fiquei muito tocada ao saber que Gehry teve uma memória parecida com a minha quando cita sua avó e suas carpas na banheira, fonte de inspiração para o Guggenheim de Bilbao. Li isso no folder que recebi na entrada do museu.
    Esther

  • 25 Nov 2009 /  Principal

    Tinha tudo para ganhar. Todo o Maracanã cheio. A torcida animadíssima, completa de boas energias.
    O Botafogo venceu o São Paulo; mais boas energias cariocas. O Flamengo é melhor que o Goiás, até pode ser avaliação de flamenguista, mas é a opinião geral.. Vinha ganhando com um time muito bom etc, etc.. Mais foi aquilo. O time ficou emperrado. Não foi só por causa da tática do Goiás de ficar atrás esperando, amarrando e contra-atacando tentando o gol numa falha do flamengo.
    Houveram boas chances do Flamengo fazer o gol, mas na hora, algo falhava.
    Porque o Flamengo não venceu?
    Os jogadores explicaram e o técnico disse: for por causa da ansiedade. Estavam ansiosos.
    E acho que pode ser verdade, na falta de outra explicação além de que é coisa de futebol
    Mas então porque a ansiedade, em jogadores profissionais, mais que acostumados a estas situações? É porque que a ansiedade não pode ser controlada ou evitada apenas com discursos e filmes pré-jogos. É algo que vem do sistema emocional do indivíduo, do sistema límbico, do seu corpo. Faz parte de um programa cerebral. E no caso além da ansiedade individual, havia uma ansiedade coletiva, que funcionava como uma cola, pesando no time todo.
    Deve ser muito difícil para muitos jogadores que durante toda a vida desde a infância “ter que vencer” é uma necessidade vital, mais que um jogo, mas uma questão de sobrevivência, uma questão de vida e morte, sua e da família. Dava para ver em muitos um corpo que mesmo trabalhado, revela ainda as necessidades da infância. “Ter que vencer” aquele jogo, pode ter ressoado em muitos “ter que vencer” de sua infância e luta pela sobrevivência.
    Considerando que o outro time fez 26 faltas e o flamengo apenas 9 em todo o jogo, isto mostra o profissionalismo dos jogadores do flamengo que souberam equilibrar a emoção de raiva e o desejo de revidar. Mas a ansiedade reinou no campo da alma do time e bloqueou, naquele jogo a sua inteligência emocional impedindo pulsar a vontade, a habilidade e a sua criatividade.

    Milton

  • 23 Oct 2009 /  Principal

    Queridos amigos Não consegui escrever com a frequência que eu queria, mas mesmo assim quero compartilhar algumas experiências da viagem. Vou escrever aos poucos ao longo dos próximos dias. Mais uma vez nosso grande amigo lisboeta e sua mulher nos proporcionaram uma vivência inesquecível. Eles nos levaram para conhecer e degustar os sabores portugueses no restaurante A Travessa no Convento das Bernardas na Madragoa. Quem for a Portugal deve conhecer este lugar por sua comida deliciosa e o ambiente incomum. Ao mesmo tempo em que estamos num lugar super refinado, vemos a movimentação das pessoas que moram neste convento desativado, que foi transformado em moradia popular. Fiquei encantada com as mulheres que falavam umas com as outras pelas janelas.

    No proximo post vou contar sobre os telhados de Praga.

    Esther

  • 01 Oct 2009 /  Principal

    Amigos portugueses, minha história em Portugal, amor hospitalidade, comidinhas do Minho, cozinhar junto, lavar e arrumar, a Lourdes e o Fernando, a qualidade de vida, a casa na montanha, as aldeias, as aldeãs portuguesas centenárias, o “binho”, o pão saloio, a Ponte de Lima construída pelos romanos no século I, meu filho pintando sua história, a entrada na Galícia, “pan tomat y aceit, mens cavals” (pão, tomate e azeite, meninos e cavalos), a ria de Vigo, o Atlantico, adoro a amplidão desta água, gosto de desfrutar destes momentos mágicos a caminho de Santiago de Lisboa_set09 162baixaCompostela e de La Coruña. Bjs EstherLisboa_set09 151

  • 01 Oct 2009 /  Principal

    [caption id=”attachment_63″ align=”alignleft” width=”300″ caption=”workshop aberto, Lisboa 22 e 23 de Setembro de 2009″]workshop aberto, Lisboa 22 e 23 de Setembro de 2009[/caption]

    Natureza, Cuidado e Evolução: Psicoterapeutas, médicos e profissionais das áreas de saúde, educação e empresa, interessados na plasticidade do cérebro acreditando na construção do novo mundo possível, junto conosco teorizando neurociência e experimentando.

    Gente que conhecemos na Biossintese em Portugal desde 92 até pessoas que ficamos conhecendo no dia.

    Foi uma experiência inesquecível.Bjs Esther e Milton Vejam fotos

  • 21 Sep 2009 /  Principal

    Meninos pequenos, a bica, os gelados, o Tejo, o Fado, ums guitarra que trina, nós dois aqui de volta como todos os anos desde 91 agora depois de um momento muito difícil de nossa vida envelopados pelo amor de nossos amigos portugueses. Um fim de semana de trabalho criativo aonde paralelamente dois grupos tiveram a oportunidade de provar dos nossos dois diferentes saberes, sabores…
    Aqui uma foto da nutrícia lembrança.
    Beijos,

    Esther e Milton
    Lisboagrupo1

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